Taxa de desemprego global estabiliza em 5% em 2024, afirma OIT

Desemprego global se mantém em 5% em 2024, aponta relatório da OIT

O índice global de desemprego permaneceu em 5% em 2024, mantendo-se no mesmo patamar do ano anterior, de acordo com o relatório “Perspectivas Sociais e de Emprego no Mundo: Tendências 2025” lançado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nesta quinta-feira (17).


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Desafios na recuperação do mercado de trabalho

O relatório destaca que fatores como as tensões geopolíticas e o aumento dos custos das mudanças climáticas têm contribuído para a dificuldade na recuperação do mercado de trabalho a nível global. Apesar da economia mundial estar em expansão moderada, a previsão é de uma perda de dinamismo que pode impedir uma recuperação forte e duradoura do mercado de trabalho.

“O crescimento econômico ficou em 3,2% em 2024, abaixo dos 3,3% e 3,6% em 2023 e 2022, respectivamente. Espera-se uma expansão semelhante em 2025 e depois uma desaceleração gradual no médio prazo”, aponta o relatório da OIT.

Impacto do trabalho informal e desafios em países de baixa renda

O relatório ressalta que o trabalho informal e a quantidade de trabalhadores pobres voltaram aos níveis do período pré-pandemia. Nos países de baixa renda, a geração de postos de trabalho enfrentou mais desafios, com um aumento significativo da parcela de homens jovens “nem-nem”, ou seja, que nem estudam, nem trabalham, em comparação com os anos anteriores à pandemia.

Em 2024, houve um aumento no número de pessoas sem emprego formal, sem frequentar a escola ou fazendo capacitações. Os homens jovens atingiram 85,8 milhões (13,1%) e as mulheres jovens, 173,3 milhões (28,2%). Em relação ao ano anterior, houve um acréscimo de 1 milhão e 1,8 milhão, respectivamente.

“Os jovens, especialmente, continuam a enfrentar taxas de desemprego muito mais elevadas – cerca de 12,6% – com poucos sinais de melhorias”, destaca o relatório da OIT.

Déficit global de empregos atinge 402 milhões em 2024

O déficit mundial de empregos, que representa o número estimado de pessoas que desejam trabalhar, mas não conseguem encontrar um emprego, atingiu a marca de 402 milhões no ano passado. Esse número é composto por 186 milhões de desempregados, 137 milhões de pessoas desencorajadas e 79 milhões que gostariam de trabalhar, mas têm obrigações ou cuidados que as impedem de ingressar no mercado de trabalho.

Fonte: Agência Brasil