Rogério Andrade inicia cumprimento de pena no MS.

Rogério Costa de Andrade é transferido para presídio federal após 14 dias em Bangu 1

O contraventor Rogério Costa de Andrade e Silva foi transferido na manhã desta terça-feira (12) do presídio Laércio da Costa Pellegrino, conhecido como Bangu 1, para o Presídio Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. A transferência foi realizada pela Polícia Penal Federal, que o escoltou de avião até o destino final. Rogério estava detido por 14 dias por decisão judicial.

Operação de transferência

De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), a operação de transferência contou com o apoio de quatro viaturas do Grupamento de Intervenção Tática (GIT) e do Grupamento de Serviço de Segurança Externa da instituição. O contraventor foi escoltado até o Aeroporto Internacional do Galeão, onde foi entregue às autoridades da Polícia Federal para seguir viagem até o presídio federal de Campo Grande.

Prisão durante a Operação Último Ato

Rogério de Andrade foi preso durante a Operação Último Ato, realizada pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro. O mandado de prisão foi expedido pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e cumprido na Barra da Tijuca, onde o contraventor reside. Ele foi denunciado pela morte de Fernando de Miranda Ignaccio em 2020.

Histórico criminal

Rogério de Andrade já havia sido denunciado pelo mesmo crime em março de 2021, mas a ação penal foi trancada em fevereiro de 2022 pela Segunda Turma do STF, alegando falta de provas. Ele é sobrinho do contraventor Castor de Andrade e foi apontado como chefe de um grupo criminoso envolvido em homicídios, corrupção, contravenção e lavagem de dinheiro.

Disputa pelo comando do jogo do bicho

Rogério e Fernando Ignaccio eram respectivamente sobrinho e genro de Castor de Andrade, morto em 1997. Após a morte de Castor, uma disputa pelo controle do jogo do bicho na zona oeste do Rio resultou em mais de 50 mortes. A transferência de Rogério para um presídio federal de segurança máxima foi justificada pela alta periculosidade do contraventor.