
Alexandre Ramagem nega uso ilegal da Abin para monitorar ministros do STF e TSE
O ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem, foi interrogado pelo ministro Alexandre de Moraes e negou veementemente ter utilizado o órgão para monitorar ilegalmente a rotina de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante o governo de Jair Bolsonaro. Ramagem, atualmente deputado federal pelo PL do Rio de Janeiro, é réu da ação penal da trama golpista e foi denunciado sob a acusação de usar a estrutura da Abin para espionar desafetos do ex-presidente.
Negação das acusações
Ao ser questionado pelo ministro Moraes sobre as acusações, Ramagem negou categoricamente ter determinado qualquer monitoramento, afirmando: “Nunca utilizei monitoramento algum pela Abin de qualquer autoridade. Ao contrário do que foi colocado em comunicação, nós não tínhamos a gerência de sistemas de monitoramento”.
“Nunca utilizei monitoramento algum pela Abin de qualquer autoridade. Ao contrário do que foi colocado em comunicação, nós não tínhamos a gerência de sistemas de monitoramento”, declarou Ramagem.
Além disso, Ramagem também refutou a alegação de uso ilegal do programa de espionagem Firstmile, afirmando que o sistema deixou de ser utilizado pela Abin em 2021, um ano antes do período em que as acusações foram feitas pela Polícia Federal. Ele destacou: “É mais uma indução a erro do juízo pela Polícia Federal. Mesmo assim, eles [investigadores] colocaram no relatório da PF. Com certeza, para empurrar o Ramagem para essa questão de golpe indevidamente”.
“É mais uma indução a erro do juízo pela Polícia Federal. Mesmo assim, eles [investigadores] colocaram no relatório da PF. Com certeza, para empurrar o Ramagem para essa questão de golpe indevidamente”, afirmou o ex-diretor da Abin.
Além disso, Ramagem negou ter enviado arquivos de Word com informações para embasar lives nas redes sociais e insinuar fraudes nas urnas eletrônicas, esclarecendo que escrevia textos privados para desenvolver ideias e debater em algum momento.
“Eu escrevia textos privados que me concatenavam alguma ideia para, se possível, em algum momento, ter algum debate”, completou Ramagem.
Interrogatórios em andamento
Os interrogatórios conduzidos pelo ministro Alexandre de Moraes prosseguem, e até a próxima sexta-feira (13), está previsto que ele interrogue o ex-presidente Jair Bolsonaro, Braga Netto e mais seis réus acusados de participarem do “núcleo crucial” de uma trama para impedir a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
A ordem dos depoimentos é a seguinte:
- Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro (encerrado);
- Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
- Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
- Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
- Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
- Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
- Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
- Walter Braga Netto, general do Exército e ex-ministro de Bolsonaro.
Fonte: Agência Brasil
Já segue o macuxi nas redes sociais? Acompanhe todas as notícias em nosso Instagram, Twitter, Facebook, Telegram e também no Tiktok









