Presidente da Coreia do Sul escapa de impeachment

Presidente da Coreia do Sul sobrevive a votação de impeachment na Assembleia Nacional

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, conseguiu sobreviver a uma votação de impeachment realizada no parlamento, liderada pela oposição, neste sábado. A tentativa de impeachment foi motivada pela breve tentativa de impor a lei marcial durante a semana, quando membros de seu partido boicotaram a sessão.

Votação e resultado

A votação registrou apenas 195 votos, abaixo dos 200 necessários para que a moção de impeachment fosse aprovada, resultando no descarte da mesma. O presidente da Assembleia Nacional, Woo Won-shik, destacou que a nação e o mundo estavam atentos à decisão tomada na Assembleia, lamentando a falta de participação suficiente dos legisladores para a contagem dos votos.

Repercussão e posicionamento político

O Partido Democrático, principal partido de oposição, prometeu tentar novamente o impeachment, enquanto o partido de Yoon afirmou que encontraria uma maneira mais ordenada e responsável de resolver a crise. Yoon chocou a nação ao conceder amplos poderes emergenciais aos militares para enfrentar o que chamou de “forças antiestatais” e superar opositores políticos obstrucionistas.

Retirada da ordem de lei marcial

O presidente voltou atrás na ordem de lei marcial apenas seis horas após sua imposição, quando o parlamento votou unanimemente contra o decreto. Essa medida resultou na maior crise política da Coreia do Sul em décadas, ameaçando a reputação do país como uma história de sucesso democrático.

Desdobramentos e discurso público

A oposição precisava de pelo menos oito votos do Partido do Poder Popular de Yoon para alcançar a maioria necessária para o impeachment. Após a votação, o presidente pediu desculpas à nação, mas resistiu aos apelos por renúncia. Seu partido destacou a importância de evitar um novo impeachment, como o ocorrido em 2016 com a então presidente Park Geun-hye.

Discurso e possibilidade de renúncia

Em seu discurso televisado, Yoon afirmou que deixaria a decisão sobre seu mandato nas mãos de seu partido, assegurando que não haveria uma segunda tentativa de impor a lei marcial. Líderes políticos, como Han Dong-hoon, indicaram que a renúncia do presidente era inevitável.

Impacto e histórico da lei marcial na Coreia do Sul

A declaração da lei marcial na Coreia do Sul já ocorreu mais de uma dúzia de vezes desde a fundação do país como república em 1948, sendo a última vez em 1980. A constituição sul-coreana estabelece que, caso Yoon renuncie antes do término de seu mandato em maio de 2027, uma eleição presidencial deve ser realizada dentro de 60 dias após sua saída.