Pesquisador alerta para risco de extinção em massa devido à crise climática

Mudanças Climáticas Podem Causar Extinção em Massa, Alerta Pesquisador

O pesquisador Hugh Montgomery, diretor do Centro de Saúde e Desempenho Humano da University College London, na Inglaterra, fez um alerta preocupante durante o Forecasting Healthy Futures Global Summit, evento internacional sobre saúde e clima, que teve início nesta terça-feira (8) no Rio de Janeiro. Segundo Montgomery, se a humanidade não conseguir reverter os efeitos das mudanças climáticas, a Terra pode sofrer uma extinção em massa semelhante à do Período Permiano, quando cerca de 90% das espécies não conseguiram sobreviver às condições drásticas.

Extinção em Massa e Aquecimento Global

O estudioso destacou que a extinção em massa já está em curso, sendo a maior e mais rápida que o planeta já testemunhou, causada pela ação humana. Entretanto, alertou que a situação pode se agravar ainda mais caso o aumento da temperatura média global atinja 3 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais. Em 2024, registramos um aumento recorde de 1,5ºC, e projeções indicam que, se as emissões de gases do efeito estufa continuarem no ritmo atual, esse número pode chegar a 2,7 °C até o ano de 2100.

Consequências Drásticas e Urgência de Ações

“Se continuarmos golpeando a base dessa coluna instável sobre a qual estamos apoiados, a própria espécie humana estará ameaçada. No ano passado, emitimos 54,6 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente na atmosfera ─ um aumento de quase 1% em relação ao ano anterior. A concentração atmosférica de CO₂ não só está aumentando, como está aumentando de forma cada vez mais acentuada”, explicou o especialista.

Montgomery ressaltou que mesmo um aumento temporário entre 1,7 °C e 2,3 °C pode levar a um colapso abrupto das camadas de gelo do Ártico, o que teria consequências graves na circulação oceânica e elevaria o nível do mar em vários metros, causando impactos catastróficos. Além disso, o pesquisador alertou para a emissão de metano, gás com potencial danoso 83 vezes maior que o dióxido de carbono, liberado principalmente durante a exploração de gás natural.

Diante desse cenário alarmante, Montgomery enfatizou a urgência de ações imediatas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa. Ele destacou que medidas de adaptação são importantes, mas não devem substituir a necessidade de uma redução drástica e imediata nas emissões, para evitar impactos ainda mais severos no futuro.

O pesquisador também ressaltou a importância de políticas de despoluição, não apenas para a preservação do meio ambiente, mas também para a economia global. Segundo Montgomery, a economia mundial pode sofrer uma redução de 20% ao ano, o equivalente a 38 trilhões de dólares, a partir de 2049, devido aos efeitos das mudanças climáticas.

Diante desse cenário, é crucial que ações concretas sejam tomadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas e evitar uma extinção em massa como a do Período Permiano. A conscientização e a cooperação global são fundamentais para enfrentar esse desafio e garantir um futuro sustentável para o planeta.

Fonte: Agência Brasil

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