Pacheco afirma que projeto do aborto não seria levado direto ao plenário

O presidente do Senado defende cautela na análise do projeto de lei que equipara o aborto ao homicídio simples

O projeto de lei que equipara o aborto ao homicídio simples, quando cometido após a 22ª semana de gestação, deve ser analisado com cautela no Senado, defendeu o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Segundo ele, o tema deve tramitar nas comissões e ser objeto de amplo debate.

“Muito importante ouvir as mulheres do Senado”, afirma Rodrigo Pacheco

Em uma declaração feita nesta quinta-feira (13), Rodrigo Pacheco ressaltou a importância de uma análise detalhada do projeto. Ele enfatizou que uma matéria dessa natureza precisa passar pelas comissões adequadas e que é relevante ouvir as mulheres do Senado, legítimas representantes das mulheres brasileiras, para saber suas posições a respeito do assunto.

Projeto de lei com urgência aprovada na Câmara

O PL 1.904/2024 teve a urgência aprovada nesta semana na Câmara dos Deputados. O regime de urgência possibilita que o texto seja votado a qualquer momento no plenário, sem necessidade de passar pelas comissões. O projeto foi aprovado em votação simbólica, dispensando o registro de voto no painel pelos deputados.

Rodrigo Pacheco ressalta a importância da cautela na discussão do tema

Mesmo sem ter lido o texto do projeto, o presidente do Senado não quis se posicionar sobre o mérito da proposta. Ele enfatizou que um projeto dessa natureza precisa ser tratado com muita cautela e sugeriu que esse tema também poderia ser debatido no contexto da reforma do Código Penal em tramitação no Senado.

A diferença entre aborto e homicídio

Rodrigo Pacheco destacou que o aborto não deve ser comparado ao homicídio simples, argumentando que são crimes distintos. Ele defendeu que a legislação penal garanta a diferenciação entre os dois atos e ponderou sobre a necessidade de proporcionalidade na definição das penas para diferentes tipos de crimes no Brasil.

Discussões sobre dívidas dos estados

O senador informou que na próxima semana discutirá com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a criação de um programa para o pagamento das dívidas dos estados. Pacheco também mencionou que estados como Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro podem se beneficiar de tal programa.

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