
Venezuelanos decidem eleição chave neste domingo
Os venezuelanos estão prestes a decidir nas urnas o resultado da eleição mais importante dos últimos 25 anos. Neste domingo, 28 de novembro, a oposição aparece como favorita para vencer, porém, há dúvidas sobre a disposição da ditadura de Nicolás Maduro em respeitar os resultados. As pesquisas mais recentes apontam para a vitória de Edmundo González Urrutia, apoiado pela líder antichavista María Corina Machado, que foi impedida de concorrer.
Disputa acirrada nas pesquisas
González Urrutia, representante da Plataforma Unitária Democrática (PUD), é estimado para receber mais de 50% dos votos, enquanto Maduro teria cerca de 20%, um valor próximo às estimativas de aprovação do governo. No entanto, institutos criados recentemente pelo chavismo indicam um resultado oposto, o que gera incertezas sobre o desfecho da eleição.
Dificuldades enfrentadas pela oposição
A ditadura de Maduro implementou diversas medidas ao longo do ano para dificultar a vida da oposição, como a inabilitação de Corina Machado, vencedora das primárias com mais de 90% dos votos. Segundo María Isabel Puerta Riera, cientista política do Valencia College, da Flórida, a estrutura jurídica e política está sendo manipulada para impedir a participação das pessoas nas eleições, o que coloca a oposição em uma luta existencial contra o chavismo.
União da oposição em busca da vitória
Pela primeira vez em 11 anos, a oposição enfrenta a disputa de forma unida. Nos anos anteriores, como em 2018, a estratégia de boicotar a votação resultou na reeleição de Maduro. Agora, os opositores se uniram em torno de qualquer candidatura capaz de derrotar o chavismo, visando uma virada nas eleições.
Restrições e denúncias
Segundo levantamento de organizações como Alerta Venezuela, Espacio Público e Voto Joven, cerca de 25% dos eleitores foram excluídos do processo eleitoral devido a mudanças nas regras, o que impactou principalmente os venezuelanos que vivem no exterior. Além disso, há denúncias de mudanças arbitrárias de locais de votação e inscrição precária de mesários, o que levanta questionamentos sobre a legitimidade do pleito.
Acordo ameaçado e artimanhas do chavismo
O acordo entre Maduro e a oposição, mediado pelo Brasil, que garantiria um processo justo em troca do levantamento de sanções internacionais, começou a ruir com a inabilitação de Corina Machado. Além disso, o chavismo tem utilizado de diversas artimanhas, como dificultar o credenciamento de testemunhas eleitorais, para tentar influenciar o resultado das eleições.
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