
Total de sindicalizados no Brasil atinge menor patamar desde 2012
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua – Características Adicionais do Mercado de Trabalho 2023, indicando que o total de sindicalizados no Brasil alcançou o menor nível desde 2012, com 8,4 milhões de trabalhadores filiados a alguma entidade sindical no último ano.
Menor contingente de sindicalizados em uma década
O levantamento apontou que a sindicalização vem em queda desde 2012, quando 14,4 milhões de trabalhadores eram filiados a sindicatos, representando 16,1% do total de pessoas ocupadas. Em 2023, apenas 8,4% dos trabalhadores possuíam filiação sindical, mostrando uma redução de quase metade da força sindical ao longo de uma década.
Sindicalização em baixa mesmo com recuperação do mercado de trabalho
Apesar da recuperação do mercado de trabalho nos últimos anos, com a população ocupada atingindo o maior patamar desde 2012, a sindicalização enfrenta sucessivas quedas desde 2016. O IBGE apontou que fatores como a reforma trabalhista, que tornou a contribuição sindical facultativa, e a intensificação de contratos mais flexíveis podem influenciar nessa queda no número de associados aos sindicatos.
Setores mais afetados pela queda na sindicalização
A pesquisa do IBGE mostrou que tanto o setor público quanto o privado estão enfrentando reduções na sindicalização. No setor público, embora tenha taxas mais altas em comparação com o privado, também registrou queda ao longo dos anos, saindo de 28,1% em 2012 para 18,3% em 2023.
Impactos por região e gênero
Os dados também revelaram que a taxa de sindicalização foi maior entre a população ocupada feminina em algumas regiões do Brasil, como no Nordeste e Sul. No Nordeste, 10,1% das mulheres estavam vinculadas a sindicatos, enquanto no Sul a taxa era de 9,5%. Essas regiões, tradicionalmente com altos percentuais de sindicalização, tiveram os maiores recuos em comparação com o ano anterior.
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