Movimento indígena rejeita indicações ao STF

Movimento indígena rejeita indicação do Ministério dos Povos Indígenas para câmara de conciliação do marco temporal no STF

Lideranças do movimento indígena manifestaram descontentamento em relação à iniciativa do Ministério dos Povos Indígenas de nomear representantes para integrar a câmara de conciliação formada para discutir a tese do marco temporal no Supremo Tribunal Federal (STF).

A posição da Apib

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), uma das principais entidades representativas dos povos originários, que já havia se retirado da comissão em agosto, divulgou uma nota nesta segunda-feira (14) expressando preocupação de que a presença desses novos nomes possa resultar em um cenário de “desconstitucionalização” de direitos fundamentais.

Os nomes indicados pelo ministério

O ministério justificou a decisão dizendo que a escolha dos representantes ocorreu após a saída da Apib e citou que o ministro Gilmar Mendes solicitou a designação de novos membros. Entre os indicados estão o secretário especial de Saúde Indígena, um coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena, um coordenador regional da Funai, uma integrante da Coordenação-Geral de Políticas Educacionais Indígenas e um educador.

Percepções divergentes

Enquanto o ministério demonstra confiança de que a Corte não permitirá retrocessos nos direitos indígenas, a Apib expressa preocupação e ressalta a importância de respeitar as decisões autônomas das comunidades indígenas.

Manifestações contrárias

Além da Apib, o Conselho Indígena de Roraima (CIR) também se manifestou contra a indicação dos novos membros e pediu a suspensão de uma lei que consideram prejudicial aos territórios indígenas. A entidade considerou a escolha do ministério como um ato que vai contra os direitos dos povos indígenas e reforça práticas coloniais.

Reações individuais

Indivíduos como Emerson Pataxó, vice-presidente da Associação de Jovens Indígenas Pataxó, também expressaram insatisfação com a atitude do ministério, que consideram um desrespeito à autonomia do movimento indígena.

A Agência Brasil entrou em contato com o ministério para obter posicionamento sobre o assunto e aguarda resposta. Caso haja uma declaração oficial, esta matéria será atualizada.

Já segue o macuxi nas redes sociais? Acompanhe todas as notícias em nosso Instagram, Twitter, Facebook, Telegram e também no Tiktok