
Ministro interino da Secom prestará esclarecimentos na CCJ sobre “gabinete da ousadia”
O ministro interino da Secretaria de Comunicação Social do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Laércio Portela, irá prestar esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados na próxima terça-feira, 25, sobre o “gabinete da ousadia”. O grupo foi revelado pelo Estadão e reúne integrantes da pasta de Laércio, do PT nacional e lideranças da sigla no Congresso e aciona influenciadores governistas para definir temas a serem explorados nas redes.
Reuniões diárias entre membros da Secom e comunicadores petistas
As reuniões entre os membros da Secretaria de Comunicação Social (Secom) e comunicadores petistas eram diárias, e segundo Jilmar Tatto (PT-SP), secretário nacional de comunicação do partido, em evento interno do PT, em dezembro, são baseadas em “metodologia”, “ciência”, “expertise” e que “não é de graça”.
Requerimento de convocação aprovado na CCJ
O requerimento de convocação foi aprovado na CCJ no dia 12 de junho e transformado em convite (quando o ministro não é obrigado a comparecer) após articulação do governo.
Pasta temporariamente chefiada por Laércio Portela
A pasta era chefiada pelo ministro Paulo Pimenta e agora está sob a responsabilidade de Laércio Portela, que ocupa a função temporariamente enquanto Pimenta exerce a função na Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul.
Presença da oposição na audiência com Portela
A audiência com Portela promete forte presença da oposição, uma vez que a CCJ está sob controle de Caroline de Toni (PL-SC), apoiadora do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Acusações e controvérsias sobre o “gabinete da ousadia”
“Existe um tal de ‘gabinete da ousadia’ neste governo. É a Secom que se reúne com o PT e blogueiros, pagos com dinheiro público, que venceram a licitação, que conseguem ali articular as narrativas que vão pautar as redes sociais”, diz De Toni. “Não seria o ‘gabinete do ódio’, que nunca foi comprovado que existiu, porque nunca existiu uma central de disseminação de informações para serem postadas. Mas o PT fazia e faz isso.”








