Lula destaca paz e meio ambiente como prioridades do Brics no Brasil


Brasil assume presidência do Brics com foco em reduzir assimetrias internacionais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (26), que as ações dos países do Brics visam reduzir as assimetrias nas relações internacionais. Para Lula, as prioridades do Brasil na presidência do bloco servirão para avançar em agendas já amplamente discutidas, como a paz e a preservação do meio ambiente, e propor debates sobre novos desafios, como a inteligência artificial. 1740595832 847 ebc

Cooperação em saúde global e outras prioridades do Brasil no Brics

As declarações de Lula foram feitas em participação de sessão da Primeira Reunião de Sherpas da Presidência Brasileira do Brics, bloco de 11 países liderado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. O evento em Brasília serviu para apresentar as prioridades brasileiras no comando do grupo, que são:

  • cooperação em saúde global;
  • financiamento de ações de combate à mudança do clima;
  • comércio, investimento e finanças;
  • uso de moedas locais em operações financeiras;
  • governança da inteligência artificial;
  • desenvolvimento institucional do Brics.

Urgências e desafios destacados por Lula

Para Lula, a cooperação em saúde é uma das maiores urgências do Sul Global. Ele destacou que será lançado um mecanismo de defesa da saúde mundial e lembrou que as experiências anteriores, como a pandemia de covid-19, devem resultar em ensinamentos para os países.

“A pobreza, a falta de acesso a serviços básicos e a exclusão social são o terreno fértil para doenças como tuberculose, malária e dengue e outras que, juntas, ameaçam cerca de 1 bilhão e 700 milhões de pessoas no mundo. Durante a nossa presidência pretendemos lançar uma parceria para a eliminação de doenças socialmente determinadas e doenças tropicais negligenciadas”, afirmou Lula.

Além da saúde, Lula comentou brevemente sobre cada uma das prioridades do Brasil no Brics, como o uso de moedas locais em operações financeiras relacionadas ao comércio e investimentos dos países-membros do grupo. O objetivo é reduzir os custos de operações comerciais-financeiras das nações em desenvolvimento.

“A atual escalada protecionista na área de comércio e investimentos reforça a importância de medidas que busquem superar os entraves à nossa integração econômica. Aumentar as opções de pagamento significa reduzir vulnerabilidades e custos. A presidência brasileira está comprometida com o desenvolvimento de plataformas de pagamento complementares, voluntárias, acessíveis, transparentes e seguras”, garantiu.

O presidente ainda ressaltou que, ao mesmo tempo em a inteligência artificial oferece oportunidades extraordinárias, também traz desafios éticos, sociais e econômicos. Nesse sentido o Brasil está propondo a Declaração de Líderes sobre Governança da Inteligência Artificial para o Desenvolvimento.

“Essa tecnologia não pode se tornar monopólio de poucos países e poucas empresas. Grandes corporações não têm o direito de silenciar e desestabilizar nações inteiras com desinformação. Mitigar os riscos e distribuir os benefícios da revolução digital é uma responsabilidade compartilhada”, disse Lula.

Para o presidente, o Brics “precisa tomar para si” a tarefa de recolocar o Estado no centro dos debates para uma governança “justa e equitativa” dessa tecnologia, sob o amparo das Nações Unidas.

Negociações e reuniões do Brics

Os sherpas são os negociadores enviados pelos países integrantes do Brics com a responsabilidade de conduzir as discussões que culminarão com a Cúpula de Líderes, agendada para os dias 6 e 7 de julho, no Rio de Janeiro. A reunião de sherpas é presidida pelo embaixador Mauricio Lyrio, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros do Ministério das Relações Exteriores e sherpa do Brasil no Brics.

Na sessão especial com o presidente Lula, além dos representantes de países-membros do Brics – Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã, participaram embaixadores.

Desafios e oportunidades do mercado de trabalho na era digital

No cenário atual, marcado pela transformação digital em todos os setores da economia, o mercado de trabalho passa por constantes mudanças e desafios. A revolução tecnológica tem impactado não apenas a forma como as empresas operam, mas também as habilidades e competências necessárias dos profissionais que desejam se destacar em suas carreiras.

Com a automação de processos, inteligência artificial e a internet das coisas cada vez mais presentes no ambiente de trabalho, surgem novas oportunidades, mas também novas demandas. Profissões tradicionais estão sendo transformadas e novas ocupações estão surgindo, o que requer uma constante atualização e adaptação por parte dos profissionais.

Um dos principais desafios enfrentados pelos trabalhadores na era digital é a necessidade de desenvolver habilidades técnicas e digitais. Conhecimentos em programação, análise de dados, gestão de projetos e marketing digital são cada vez mais valorizados pelas empresas, que buscam profissionais capazes de lidar com as tecnologias emergentes de forma eficiente.

Além das habilidades técnicas, as chamadas soft skills também são fundamentais no mercado de trabalho atual. Capacidades como comunicação, trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas são essenciais para se destacar em um ambiente cada vez mais colaborativo e dinâmico.

Outro ponto importante a se considerar é a necessidade de atualização constante. Com a velocidade das mudanças tecnológicas, é essencial que os profissionais estejam sempre em busca de novos conhecimentos e habilidades, seja por meio de cursos, treinamentos ou experiências práticas.

Diante desse cenário, a educação e a formação profissional também desempenham um papel fundamental. Instituições de ensino e empresas estão cada vez mais focadas em oferecer programas de capacitação e desenvolvimento, visando preparar os profissionais para os desafios do mercado de trabalho na era digital.

Além dos desafios, a transformação digital também traz consigo diversas oportunidades. Novas formas de trabalho, como o home office e o trabalho remoto, permitem uma maior flexibilidade e autonomia para os profissionais. A possibilidade de atuar em projetos internacionais e colaborar com equipes globais também se torna mais acessível.

Outra oportunidade trazida pela era digital é a possibilidade de empreender e criar o seu próprio negócio. Com o avanço das tecnologias, torna-se mais fácil e acessível iniciar um empreendimento, seja ele uma startup, uma loja virtual ou um serviço online.

Para os profissionais que desejam se destacar no mercado de trabalho na era digital, é fundamental estar atento às tendências e novidades do setor. A capacidade de se adaptar rapidamente às mudanças, de aprender continuamente e de buscar soluções inovadoras são características essenciais para o sucesso profissional.

Em resumo, o mercado de trabalho na era digital apresenta desafios e oportunidades únicas para os profissionais. Aqueles que conseguirem desenvolver as habilidades e competências necessárias, se adaptar às mudanças e aproveitar as oportunidades oferecidas pela transformação digital terão um diferencial competitivo no mercado.