
Rússia e Irã assinarão acordo de associação estratégica
No dia 17 de janeiro, a Rússia e o Irã assinarão um “Acordo Global de Associação Estratégica” durante a visita do presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, à Rússia, conforme anunciado pelo Kremlin nesta segunda-feira (13).
Cooperação em diversas áreas
Rússia e Irã, ambos sob duras sanções ocidentais, estabeleceram laços estreitos em vários setores, incluindo o militar. O acordo abrange a cooperação econômica e comercial nas áreas de energia, meio ambiente, defesa e segurança, de acordo com informações da embaixada iraniana na Rússia divulgadas na semana passada via Telegram.
No ano passado, Moscou concluiu um tratado de mesmo nome com a Coreia do Norte, que prevê “assistência militar imediata” em caso de agressão armada por terceiros países, conforme ratificado pelos deputados russos em outubro.
Riscos e acusações
Porém, as potências ocidentais veem essa aproximação como um risco de intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia, que teve início há quase três anos. Kiev e várias potências ocidentais acusam a Coreia do Norte de enviar soldados para lutar ao lado do exército russo contra as forças ucranianas. Moscou e Pyongyang não confirmaram nem negaram essas acusações.
Ocidente também acusa Teerã de fornecer drones explosivos Shahed e mísseis de curto alcance para a Rússia, acusações que o Irã rejeita veementemente.
Encontros e elogios
Pezeshkian e Putin se encontraram pela última vez em outubro, durante a cúpula do Brics em Kazan, sudoeste da Rússia. Na ocasião, o presidente russo mencionou uma visita iminente de seu colega iraniano para assinar o acordo de associação.
Putin elogiou os laços “amigáveis” entre Teerã e Moscou e destacou a importância de consolidar a “dinâmica positiva” da cooperação econômica entre os dois países.
Projetos de desenvolvimento
A Rússia tem interesse em desenvolver um corredor logístico, ferroviário e marítimo entre Moscou, a capital do Azerbaijão – Baku, e Teerã. Além disso, Irã e Rússia eram aliados do ex-presidente sírio Bashar al-Assad, que foi deposto em 8 de dezembro por uma coalizão de rebeldes dominada por islamistas.
Fonte: G1








