
Ministro da Fazenda reafirma resiliência econômica do Brasil frente a turbulências externas
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou nesta sexta-feira (11) a robustez da economia brasileira diante de possíveis impactos de turbulências externas. Segundo o ministro, o Brasil possui um sólido colchão de proteção, composto por reservas cambiais, saldo comercial favorável e uma super safra, que o capacita a enfrentar os desafios decorrentes das taxações impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Reservas cambiais e saldo comercial
Fernando Haddad destacou que o Brasil dispõe de reservas cambiais significativas, estimadas em mais de US$ 300 bilhões, e um saldo comercial que varia entre US$ 75 bilhões e US$ 95 bilhões. Esses elementos, somados à super safra, conferem ao país uma posição de solidez diante das incertezas do cenário internacional.
Abertura de mercados e acordos comerciais
O ministro ressaltou a importância da abertura de mercados promovida desde o início do mandato do presidente Lula, evidenciando a diversificação das relações comerciais do Brasil com diversos países ao redor do mundo. Haddad salientou que o país mantém um colchão de proteção para se resguardar de turbulências externas, tendo quitado sua dívida externa, acumulado saldo comercial e fortalecido suas reservas cambiais.
“Estamos em uma situação em que a gente não deve nada para ninguém”, afirmou o ministro.
Impacto do tarifaço e acordo Mercosul-União Europeia
O ministro da Fazenda ponderou que, embora seja complexo prever todos os desdobramentos, a imposição de tarifas pode impulsionar as exportações brasileiras e acelerar o acordo entre o Mercosul e a União Europeia. Haddad enfatizou que o Brasil possui uma posição estratégica, ampliando suas exportações para os grandes blocos econômicos, como os Estados Unidos, a União Europeia e a China.
“O Brasil, na minha opinião, tem uma posição privilegiada em virtude do fato de que aumentam as suas exportações para os três grandes blocos econômicos. Nós exportamos mais para os Estados Unidos, para a União Europeia e para a China. Temos um acordo de livre comércio firmado com a União Europeia que, na minha opinião, vai ser acelerado em função do que aconteceu”, destacou o ministro.
Previsões econômicas para o Brasil
Embora reconheça a possibilidade de impactos no Produto Interno Bruto (PIB) em decorrência do cenário econômico global, o ministro estima um crescimento de 2,5% para a economia brasileira neste ano. Além disso, Haddad projeta que a inflação poderá retornar a patamares mais adequados ao longo do período.
“Nós podemos, eventualmente, a julgar pelos movimentos, sofrer algum impacto”, ponderou o ministro.
As declarações foram feitas durante entrevista à BandNews TV.
Fonte: Agência Brasil
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