Decisão judicial mantém proibição do mototáxi em São Paulo

Decisão judicial proíbe mototáxis em São Paulo

Uma decisão da 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo considerou válido o decreto da prefeitura que impede o uso de mototáxi na cidade, serviços oferecidos pelas plataformas 99 e Uber. A proibição gerou conflitos entre o município e as plataformas, resultando em uma série de fiscalizações realizadas pela Guarda Civil Metropolitana e pela Companhia de Engenharia de Tráfego municipais, que culminaram na apreensão de mais de 100 motocicletas.

O desembargador Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa foi responsável pela decisão, que negou a imposição de multas às plataformas e afastou a possibilidade de configuração do “crime de desobediência”, utilizado pela gestão municipal como forma de dissuasão. No entanto, a determinação exige que as empresas cessem a prestação de transporte remunerado com motocicletas.

Justificativas para a proibição

Entre as razões apresentadas na decisão estão a ausência de equipamentos de segurança, a falta de exigência de atestado criminal para os condutores, a permissão para que menores de 21 anos realizem o serviço pelas plataformas, e a exigência apenas de habilitação da categoria A, enquanto a legislação nacional requer habilitação da categoria B para esse tipo de atuação profissional.

A prefeitura de São Paulo classificou a atuação das plataformas nessa atividade como irregular e irresponsável.

Posicionamento das empresas

Questionada sobre a decisão, a assessoria da 99 afirmou que a empresa não havia sido notificada até o fechamento desta reportagem. Por sua vez, a Uber não se manifestou sobre o assunto.

Fonte: Agência Brasil
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