
Papa Francisco tem piora em seu estado de saúde
Um boletim médico divulgado na tarde deste sábado, 22 de agosto, informou que o estado de saúde do papa Francisco apresentou uma piora significativa. De acordo com o comunicado emitido pelo Vaticano, o pontífice sofreu uma crise respiratória asmática prolongada, resultando em uma condição de saúde considerada “crítica”.
Terapia de alto fluxo de oxigênio e transfusões de sangue são necessárias
Diante da falta de ar enfrentada pelo papa, os médicos responsáveis precisaram aplicar uma terapia de alto fluxo de oxigênio. Além disso, exames de sangue revelaram a presença de “trombocitopenia, associada à uma anemia”, o que demandou a administração de transfusões sanguíneas para estabilizar seu estado de saúde.
Quadro de saúde aponta agravamento, segundo pneumologista
O pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, analisou o estado de saúde do papa Francisco e afirmou que os resultados indicam um agravamento considerável em suas condições físicas. Ele explicou que a terapia de alto fluxo de oxigênio é um procedimento não invasivo que visa fornecer oxigênio diretamente aos pulmões do paciente, sendo indicativa de uma insuficiência respiratória grave.
Elie Fiss destacou que a redução no número de plaquetas e glóbulos vermelhos revelada nos exames de sangue indica uma infecção grave no organismo do pontífice, que, aos 88 anos, apresenta um quadro de pneumonia dupla polimicrobiana, representando um risco elevado de necessidade de cuidados intensivos.
Preocupação com possíveis complicações
Em uma coletiva de imprensa realizada na sexta-feira, 21, a equipe médica responsável pelo tratamento do papa já havia expressado preocupação com o risco de infecções generalizadas devido à presença de germes nas vias respiratórias, que poderiam se espalhar pela corrente sanguínea, causando sepse.
O pontífice foi hospitalizado no dia 14, após uma semana de bronquite, e recebeu o diagnóstico de pneumonia bilateral, afetando ambos os pulmões. Segundo Gabriel Santiago, coordenador nacional de Pneumologia da Rede D’Or, essa condição é mais grave do que uma pneumonia unilateral e exige cuidados específicos para evitar complicações adicionais.
Tratamento especializado é fundamental
Considerando o histórico de saúde do papa Francisco, que já enfrentou uma infecção pulmonar grave em sua juventude, levando à remoção parcial de um pulmão e ao desenvolvimento de bronquiectasias, o tratamento adequado se torna crucial. A escolha de antibióticos específicos e o acompanhamento constante visam controlar a infecção e prevenir a evolução do quadro para complicações mais graves.
Diante do cenário de saúde delicado do pontífice, a atenção e os cuidados médicos são redobrados para garantir sua recuperação. A comunidade católica e o mundo acompanham com apreensão as notícias sobre o estado de saúde do papa Francisco, torcendo por sua melhora e bem-estar.








