
Grupo de crianças entrega carta ao governo federal cobrando proteção ao meio ambiente
No último dia da 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), maior mobilização dos povos originários do Brasil, um grupo de crianças de diferentes etnias e regiões do país entregou a representantes do governo federal uma carta cobrando medidas efetivas de proteção ao meio ambiente e de enfrentamento às mudanças climáticas.
Crianças clamam por medidas de proteção ambiental
“Nossas florestas estão sendo desmatadas e feridas e nossos rios estão ficando secos e poluídos. Estão acabando com tudo o que a gente conhece, ama e respeita”, lamentam as crianças no manifesto entregue às ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva.
O texto do documento foi escrito com a colaboração de crianças não-indígenas e o auxílio de alguns adultos que acompanhavam as crianças no Cafi Parentinho, um espaço especialmente dedicado ao público infantil presente no Acampamento Terra Livre, que, este ano, reuniu entre 6 mil e 8 mil indígenas de 135 etnias de todo o país.
Apelo pelo direito de existir
“Estamos aqui para cuidar do nosso mundo, da nossa floresta e, principalmente, do nosso direito de existir”, afirmam as crianças, na carta. “Sempre falam que somos o futuro, mas somos o presente e o agora! Os ancestrais nos ensinaram a ouvir a natureza e agora pedimos que os outros adultos nos ouçam. Estamos ouvindo o som do mundo de vocês desmoronando. E vocês? Conseguem ouvir? Escutem nosso chamado: somos parte da solução. Sabemos que existe um jeito de salvar o nosso mundo e estamos prontos para caminhar juntos, unidos para proteger nossas terras, nossos rios e nossas culturas”, acrescentaram as crianças, cobrando “de quem governa e toma decisões” a devida proteção às florestas e ao planeta.
“Queremos água limpa, sem poluição e sem minério. Não queremos que nossos rios e igarapés sejam sujos com petróleo. Defendemos todos os seres vivos. Se não cuidarem do nosso mundo, não vai haver futuro para nós, crianças. E a luta não é só nossa, é de todo mundo”, concluíram os autores do manifesto.
Yará Santos da Costa, de 9 anos de idade, e Luana Katariru, 8, leram para os presentes a íntegra da carta que entregaram às ministras.
Moradora de Manaus, Yará é parte do povo sateré-mawé e viajou para a capital junto com os responsáveis e uma delegação da Região Norte. Já Luana é da etnia manchineri, que também se concentra na Região Norte, mas a menina, atualmente, mora em Brasília, com a família.
“Entregaram [o esboço da] carta e a gente fez as correções, colocando [a palavra] mundo em vários pontos porque não são só as crianças da Amazônia que estão sofrendo com o desmatamento, com a fumaça. São as crianças do mundo inteiro”, comentou Luana, ao ser entrevistada por veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
“Os animais estão morrendo e está tendo muita fumaça. Não estamos mais respirando o ar puro que respirávamos antes. O ar está poluído pela fumaça. As árvores estão sendo cortadas. E se não há árvores, como vamos respirar?”, acrescentou Yará.
“Queremos compromissos reais. Parem de desmatar! A vida não depende de mais desmatamento”, cobrou Luana.
Visivelmente emocionada, a ministra Marina Silva desabafou.
“Em todos os períodos da história, são os adultos que se colocam na frente das suas crianças para protegê-las. Por não olharmos para os povos indígenas, para aqueles que têm conhecimentos ancestrais, nós fizemos algo tão terrível com o planeta que, pela primeira vez, são as crianças que estão se colocando na nossa frente para nos defender. Algo está errado. Não são as crianças que tem que fazer o que os adultos deveriam ter feito”, disse a ministra.
Para Marina, o mundo já dispõe de “respostas técnicas” para conter o aquecimento global. “Para resolver o problema do clima, falta o compromisso ético de fazermos a transição [energética] para termos um novo ciclo de prosperidade que não deixe ninguém para trás.”
A ministra Sonia Guajajara afirmou que ir ao ATL e ouvir as crianças é parte dos esforços para ampliar a participação indígena em todas as esferas do governo federal.
“Recebo este manifesto não como um ato simbólico, mas como um compromisso que deve ser firmado por todos os tomadores de decisão. Pensar o futuro é agir agora. E estar com as crianças, escutá-las, é firmar este compromisso com o futuro das próximas gerações.”
Fonte: Agência Brasil
Olimpíadas de Tóquio 2021: um evento histórico para o esporte mundial
As Olimpíadas de Tóquio 2020, adiadas para 2021 devido à pandemia de COVID-19, finalmente aconteceram e marcaram um momento histórico para o esporte mundial. Com a participação de atletas de todo o mundo, o evento mostrou a resiliência e a determinação dos esportistas em um momento de desafios sem precedentes.
Apesar das restrições e protocolos de saúde em vigor, as competições transcorreram com sucesso, trazendo momentos de emoção e superação para os fãs do esporte. Modalidades tradicionais como atletismo, natação e ginástica artística se destacaram, assim como esportes menos conhecidos que ganharam visibilidade no cenário olímpico.
Um dos momentos mais marcantes das Olimpíadas de Tóquio foi a cerimônia de abertura, que trouxe uma celebração da cultura japonesa e da união dos povos através do esporte. Com um espetáculo de luzes e cores, o evento marcou o início de duas semanas de competições intensas e emocionantes.
Na disputa por medalhas, os atletas mostraram todo o seu talento e dedicação, proporcionando momentos de grande emoção para os espectadores. Recordes foram quebrados, histórias de superação foram contadas e novos ídolos esportivos surgiram, inspirando gerações futuras a perseguirem seus sonhos.
Além das competições esportivas, as Olimpíadas de Tóquio também foram marcadas por debates importantes sobre inclusão, diversidade e igualdade de gênero. Atletas LGBTQ+ e de diferentes origens étnicas tiveram a oportunidade de mostrar seu talento e representar suas comunidades em um evento de alcance global.
Outro aspecto relevante das Olimpíadas de Tóquio foi a presença de atletas paralímpicos, que competiram lado a lado com os atletas convencionais, mostrando que o esporte é para todos e que a superação não tem limites. Suas performances inspiradoras emocionaram o público e reforçaram a importância da inclusão no esporte.
Apesar dos desafios enfrentados devido à pandemia, as Olimpíadas de Tóquio foram um sucesso em termos de organização e segurança. Os protocolos adotados garantiram a saúde e o bem-estar de todos os participantes, permitindo a realização do evento em um momento tão delicado para o mundo.
Ao final das competições, os atletas puderam celebrar suas conquistas e compartilhar momentos de alegria e camaradagem. As cerimônias de premiação foram marcadas por emoção e gratidão, mostrando a importância do espírito olímpico e do fair play no esporte.
Com o encerramento das Olimpíadas de Tóquio, o mundo se despediu de um evento histórico que ficará marcado na memória de todos os amantes do esporte. Que venham novas edições dos Jogos Olímpicos, com mais emoção, superação e inspiração para atletas e espectadores de todo o mundo.
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