
Bolsonaro nega ter recebido voz de prisão durante reunião com comandantes das Forças Armadas
O ex-presidente Jair Bolsonaro refutou as alegações de que teria sido alvo de uma voz de prisão do ex-comandante do Exército Freire Gomes durante uma reunião com os comandantes das Forças Armadas para discutir estudos sobre a adesão das tropas a uma possível tentativa de golpe em 2022.
A declaração de Bolsonaro foi feita em resposta a uma pergunta do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante o interrogatório da ação penal relacionada à trama golpista que buscava reverter o resultado das eleições de 2022.
Bolsonaro desmente ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior
O ex-presidente também desmentiu o ex-comandante da Aeronáutica Baptista Júnior, presente no encontro, e afirmou que não recebeu voz de prisão de Freire Gomes. Essa informação é parte das investigações da Polícia Federal e embasou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra os réus.
“As Forças Armadas sempre primaram pela disciplina e hierarquia. Aquilo falado pelo brigadeiro Baptista Júnior não procede, tanto é que foi desmentido pelo próprio comandante do Exército. Se dependesse de alguém diferente para levar avante um plano ridículo desse, eu teria trocado o comandante da Aeronáutica”, afirmou Bolsonaro.
Depoimento de Freire Gomes
No mês passado, o general Marco Antônio Freire Gomes, ao prestar depoimento como testemunha no processo, negou ter dado voz de prisão a Jair Bolsonaro durante a referida reunião. Ele afirmou que alertou o presidente sobre possíveis implicações jurídicas caso saísse dos aspectos legais.
No entanto, o ex-comandante da Aeronáutica confirmou em depoimento que a ameaça de prisão a Bolsonaro de fato ocorreu durante a reunião.
Interrogatórios e fase final da ação penal
O relator da ação penal, Alexandre de Moraes, está conduzindo os interrogatórios dos oito réus acusados de participar do “núcleo crucial” da trama golpista. Já foram interrogados diversos envolvidos, como Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin.
Faltam os interrogatórios de Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, general do Exército e ex-ministro de Bolsonaro. As oitivas estão previstas para ocorrer até a próxima sexta-feira (13).
Essa fase dos interrogatórios é uma das últimas etapas da ação penal. A expectativa é de que o julgamento que decidirá sobre a condenação ou absolvição do ex-presidente e dos demais réus ocorra no segundo semestre deste ano, com penas que podem ultrapassar 30 anos de prisão em caso de condenação.
Fonte: Agência Brasil
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