Sistema da Polícia Civil utilizado para pesquisar pai de Marielle um mês antes do crime

Polícia Federal revela novos detalhes sobre assassinato de Marielle Franco

Ao analisar o material apreendido na Operação Murder Inc, que culminou na prisão do deputado Chiquinho Brazão e de seu irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, a Polícia Federal (PF) encontrou pistas que ajudam a reconstituir novos detalhes da dinâmica do assassinato da vereadora Marielle Franco e das tentativas de encobrir o crime.

Pistas apontam para envolvimento da Polícia Civil do Rio

Segundo a PF, a estrutura da Polícia Civil do Rio foi utilizada para planejar o atentado. O ex-chefe da corporação, delegado Rivaldo Barbosa, foi denunciado como um dos envolvidos no plano de assassinato, embora negue participação no homicídio.

Uso indevido da estrutura policial

De acordo com a investigação, o delegado Rivaldo Barbosa tinha o costume de utilizar servidores, sistemas e a estrutura da Polícia Civil para “fins particulares”, inclusive supostamente vendendo informações em troca de propina.

Relação da família Brazão com a Polícia Civil

O documento produzido a partir da perícia nos documentos, celulares, pendrives, HDs e computadores apreendidos em março destaca a proximidade dos irmãos Chiquinho e Domingos Brazão com “policiais com histórico desabonador”. A PF afirma que a relação da família com a Polícia Civil era “simbiótica”.

Investigação sobre a participação de inspetor da Polícia Civil

Os investigadores descobriram que um inspetor da Polícia Civil pesquisou o nome do pai de Marielle nos sistemas da corporação, menos de um mês antes do crime. Apesar de ter sido intimado e ter prestado depoimento, a investigação sobre sua participação no crime não avançou, levantando suspeitas na PF.

Tentativas de obstruir a investigação

A Polícia Federal também descobriu que os irmãos Brazão podem ter usado emissários para obter acesso a dados sigilosos da investigação. Uma advogada ligada à milícia procurou as defesas dos executores Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, pedindo acesso aos autos do processo sigiloso, alegando interesse acadêmico.

Obstrução por parte da operação que prendeu os irmãos Brazão

Na véspera da ação policial que resultou na prisão dos irmãos Brazão, Domingos organizou um almoço para tratar do assassinato de Marielle. A PF vê nisso uma possível tentativa de obstaculizar as investigações.

Pedidos de novas investigações

O material apreendido levou a Polícia Federal a solicitar novas investigações, não diretamente relacionadas ao caso Marielle, envolvendo suspeitas de desvio de emendas parlamentares e lavagem de dinheiro. Os irmãos Brazão e o delegado Rivaldo Barbosa foram denunciados como mandantes do atentado.

Manifestações dos envolvidos

A defesa dos irmãos Brazão e do delegado Rivaldo Barbosa não retornaram os contatos da imprensa até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.

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