
Fifa anuncia punições esportivas para combater o racismo no futebol
A Fifa anunciou, nesta quinta-feira, uma série de punições esportivas para combater os crimes de cunho racista no futebol. A entidade vai obrigar todas as 211 federações filiadas a incluir regras específicas em seus códigos disciplinares para caracterizar esses delitos com direito a sanções esportivas. A entidade chegou a essa determinação após meses de consultas com jogadores vitimados por esse tipo de abuso, como brasileiro Vinícius Júnior.
Gesto padrão e protocolo de três fases
Os dirigentes da Fifa também sugeriram “um gesto padrão global para os jogadores comunicarem incidentes racistas” aos árbitros (mãos cruzadas nos pulsos e levantadas no ar) e que as desistências de jogos sejam uma punição específica.
A Fifa quer que o gesto seja o sinal reconhecido para os árbitros iniciarem um processo de três etapas: pausar o jogo e transmitir avisos no estádio, tirar as equipes do campo e, por fim, abandonar as partidas. Esse protocolo de três fases deve ser obrigatório em todas as 211 federações, disse a entidade nesta quinta-feira.
Compromisso de cinco pilares
Um compromisso de cinco pilares sobre o combate ao racismo será apresentado às federações nesta sexta-feira, em reunião anual em Bangcoc, na Tailândia. Gianni Infantino, presidente da Fifa, prometeu há meses fazer uma proposta mundial e chegou a consultar o brasileiro Vinicius Junior, alvo frequente de abusos na Espanha nos jogos do Real Madrid, sobre o tema.
Implementação de ações globais
“Chegou a hora de o futebol se unir para se comprometer inequivocamente como uma comunidade global para abordar a questão do racismo no jogo”, disse a FIFA numa carta endereçada às federações-membro. A entidade também quer criar um painel de jogadores que irá “monitorar e aconselhar sobre a implementação destas ações em todo o mundo.”
Luta do futebol contra o racismo
O futebol tem lutado durante mais de uma década para lidar com o racismo nos estádios, discutindo e coordenando as respostas em campo por parte dos árbitros e ações disciplinares pós-jogo junto às federações e organizadores de competições.
Em alguns casos, as investigações foram arquivadas pelas autoridades do futebol porque não havia provas além de uma reclamação do atleta alegando abuso. Em muitas situações, os jogadores negros que foram alvos das ofensas ainda acabaram punidos com cartão amarelo ao reclamar com a arbitragem.
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