
Supremo Tribunal Federal decide sobre marco temporal para demarcação de terras indígenas
O Supremo Tribunal Federal (STF) está prestes a tomar uma decisão crucial em relação à validade da determinação feita pelo ministro Gilmar Mendes, que instaurou um processo de conciliação e suspendeu as ações envolvendo o marco temporal para demarcação de terras indígenas. A sessão presencial do plenário foi marcada para discutir e referendar a ação do ministro, mas foi interrompida devido a um pedido de destaque feito pelo ministro presidente da Corte, Luís Roberto Barroso. A data para o julgamento presencial ainda não foi definida.
O embate no STF
As ações que chegam ao Supremo foram protocoladas por partidos políticos como PL, PP e Republicanos, que buscam manter a validade do projeto de lei que reconheceu o marco temporal. Por outro lado, entidades representando os indígenas e partidos governistas questionam a constitucionalidade da tese. Na visão de Gilmar Mendes, questões de grande relevância precisam ser debatidas antes da decisão final da Corte, a fim de buscar uma solução capaz de pacificar os conflitos existentes.
Tese do marco temporal
Segundo a tese do marco temporal, os indígenas teriam direito somente às terras que estavam em sua posse até a data da promulgação da Constituição Federal em 1988 ou que estavam em disputa judicial na época. Apesar da postura do STF contra o marco, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que validou a tese. Esta decisão dos parlamentares foi justificada pelo Palácio do Planalto com base na posição da Corte Suprema.
Manifestações dos indígenas
Indígenas que estiveram presentes no Acampamento Terra Livre (ATL) recentemente se pronunciaram a favor do julgamento presencial do caso, demonstrando a importância que a questão do marco temporal tem para as comunidades indígenas e as consequências que a decisão do STF poderá ter para o reconhecimento de seus direitos territoriais.
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