
Presidente dos EUA afirma que acordo comercial com a China está fechado
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (11) que o acordo comercial com a China está fechado, aguardando apenas a aprovação final dele e do presidente chinês Xi Jinping.
“A China fornecerá, antecipadamente, todos os ímãs e quaisquer terras raras necessárias. Da mesma forma, forneceremos à China o que foi acordado, incluindo estudantes chineses utilizando nossas faculdades e universidades (o que sempre foi algo positivo para mim!)”, detalhou Trump nas redes sociais.
O republicano destacou que o relacionamento com a China é excelente, em contraste com declarações anteriores em que descreveu Xi Jinping como “muito duro e extremamente difícil de fazer um acordo”.
Dois dias de negociações em Londres
A declaração de Trump ocorre após dois dias de negociações comerciais entre autoridades americanas e chinesas em Londres, na Inglaterra, abordando questões relacionadas a tarifas de importação, terras raras e ímãs, recursos essenciais para a indústria tecnológica.
Os representantes das duas potências já haviam afirmado na terça-feira (10) que haviam chegado a um consenso, sem divulgar detalhes específicos sobre o acordo.
O vice-ministro do Comércio da China, Li Chenggang, mencionou que o acordo firmado em Genebra, na Suíça, no mês anterior, e a conversa entre Trump e Xi Jinping realizada na semana anterior, foram fundamentais para as negociações.
Na publicação de quarta-feira, Trump explicou que os EUA estão recebendo 55% em tarifas, enquanto a China paga 10%. No entanto, o percentual gerou confusão, uma vez que a trégua acordada em Genebra havia reduzido as tarifas para 30%.
Guerra comercial entre EUA e China
Desde o anúncio, em abril, de um pacote de tarifas de importação que afetou diversos países, Trump iniciou uma disputa com Pequim. A China foi um dos países que recebeu uma das maiores taxas, de 34%, desencadeando uma série de retaliações entre as duas potências e elevando as tarifas dos EUA sobre produtos chineses para 145%.
Para buscar um meio-termo, os dois países assinaram um acordo temporário em 12 de maio, concordando em reduzir as tarifas por 90 dias após um encontro em Genebra, na Suíça. No entanto, desde então, têm enfrentado dificuldades para chegar a um consenso nas negociações.
Em 30 de maio, Trump acusou a China de violar os termos do acordo, provocando uma resposta do Ministério do Comércio chinês que classificou as acusações como “infundadas” e prometeu medidas firmes para proteger os interesses do país.
“Em Genebra, concordamos em reduzir nossas tarifas e eles aceitaram permitir a exportação de ímãs e terras raras que precisamos”, declarou Kevin Hasset, principal assessor econômico de Trump, na segunda-feira (9).
Segundo Hasset, embora a China tenha autorizado as exportações, elas têm ocorrido em um ritmo mais lento do que o considerado ideal pelas empresas. O fornecimento de metais de terras raras pela China tornou-se um dos principais pontos de discussão nas negociações, dada a importância desses recursos para produtos como as baterias de veículos elétricos.
Fonte: G1
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