
Venezuela se prepara para eleições parlamentares neste domingo
Com a oposição dividida, a Venezuela se prepara para eleger os 285 deputados da Assembleia Nacional (AN) para o período 2026-2031, juntamente com os 24 governos e assembleias estaduais. O pleito, marcado para o próximo domingo (25), é o primeiro desde a reeleição do presidente Nicolás Maduro em julho de 2024, sob alegações de fraude pela oposição, organizações internacionais e diversos países.
Oposição rachada e acusações de golpe
Às vésperas das eleições, o governo venezuelano anunciou ter desmantelado uma tentativa de golpe de Estado, resultando na prisão de 38 suspeitos, incluindo 17 estrangeiros. Maduro acusa ex-presidentes de direita da Colômbia de estarem por trás do plano e suspendeu os voos oriundos do país vizinho.
A oposição se apresenta dividida, com alguns grupos defendendo a abstenção, liderados por María Corina Machado, e outros defendendo o voto como forma de enfrentar o chavismo, liderados principalmente por Henrique Capriles, ex-governador e ex-candidato à presidência.
Campanha eleitoral em meio à desconfiança
O professor Rodolfo Magallanes, da Universidade Central de Venezuela, destaca que a campanha para governos e assembleias estaduais não recebe a mesma visibilidade da eleição presidencial. O contexto de desconfiança em relação à lisura do último pleito pode afetar a participação, especialmente diante da crise econômica prolongada no país.
Além disso, as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao petróleo venezuelano têm impacto direto na conjuntura eleitoral, refletindo na economia, nos salários e na qualidade dos serviços públicos no país.
Posicionamentos da oposição
María Corina Machado, impedida de concorrer à presidência em 2024 devido a uma condenação por corrupção, defende a abstenção nas eleições deste domingo, acusando o governo de Maduro de fraude. Enquanto isso, Henrique Capriles busca o voto da oposição para diminuir a hegemonia chavista no país, destacando a importância da participação como instrumento de mudança.
Hegemonia chavista e perspectivas eleitorais
A hegemonia chavista atualmente controla cerca de 90% da Assembleia Nacional e 19 dos 24 governos locais. A divisão interna da oposição favorece o governo, conforme avaliação de Rodolfo Magallanes, que projeta poucas mudanças significativas no cenário político após as eleições deste domingo.
O Partido Comunista da Venezuela optou por não participar do pleito devido à falta de garantias eleitorais mínimas, alertando para as consequências de uma suposta farsa eleitoral nas instituições do país.
Mobilização do governo e expectativas
Os candidatos ligados ao governo, liderados por Maduro, buscam mobilizar a militância e o eleitorado chavista para manter o controle sobre as instituições e governos. O presidente convocou a população a participar ativamente do processo eleitoral, destacando a importância da vitória para o avanço da Revolução Bolivariana e da democracia venezuelana.
Com as expectativas voltadas para o domingo, a Venezuela se prepara para um novo capítulo em sua história política, com desafios e incertezas que refletem a realidade complexa do país.
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