
Setor supermercadista defende contrato por hora como solução para dificuldade de admissão de funcionários
Representantes do setor supermercadista se pronunciaram nesta segunda-feira (12) durante a abertura do festival Apas Show, feira de alimentos e bebidas, em São Paulo, defendendo o contrato de trabalho por hora como uma alternativa viável para lidar com a dificuldade de admissão de funcionários.
Demanda por novos regimes de trabalho
O presidente da Associação Paulista de Supermercados, Erlon Ortega, destacou que atualmente existem 35 mil postos de trabalho abertos no estado de São Paulo, porém os empregadores têm enfrentado dificuldades para preenchê-los devido à demanda dos trabalhadores por outros regimes de trabalho.
“O jovem não quer mais o modelo antigo de trabalho, ele quer mais flexibilidade, mais liberdade. Por isso, precisamos discutir urgentemente, com a Abras [Associação Brasileira de Supermercado], o modelo horista, em que pode trabalhar por hora, a qualquer momento. E, mais, precisamos conectar as nossas vagas aos programas sociais. O supermercado é a porta de entrada do trabalho formal”, afirmou Ortega.
Ele também ressaltou que o setor deveria ser classificado como serviço essencial, destacando a importância dos supermercados para o abastecimento do país, principalmente durante a pandemia.
Liberdade de escolha para o trabalhador
O presidente da Abras, João Galassi, concordou com a proposta do contrato por hora, destacando que o pagamento da jornada por hora traz mais liberdade de escolha para o trabalhador.
“O que é melhor? Seis por um, quatro por três, cinco por dois? Nenhuma dessas alternativas. O que é melhor para os nossos colaboradores é a liberdade de poder escolher sua jornada de trabalho. Isso só será possível se tiver a liberdade de ser contratado por hora”, afirmou Galassi.
“Cada semana é uma semana. Ela tem que ter o direito de trabalhar quantas horas ela desejar, tem que ter o direito de garantir sua ambição pessoal, a sua vontade de ou ganhar mais ou ganhar menos, de escolher”, finalizou, comparando com flexibilidade dos motoristas de aplicativos de transporte.
Contrato por hora e a legislação trabalhista
O contrato de trabalho por hora foi formalizado pela reforma trabalhista de 2017 e confirmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2024. Segundo a legislação, o trabalhador intermitente recebe por horas ou dias trabalhados e tem direito a férias, FGTS e décimo terceiro salário de forma proporcional ao período trabalhado.
É estabelecido que o valor da hora de trabalho não pode ser inferior ao salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função. O empregado deve ser convocado com antecedência e, no período de inatividade, pode prestar serviços a outras empresas.
Impacto no varejo
O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o comércio varejista deve movimentar R$ 16 bilhões este ano, sendo um setor campeão de empregos e renda. Ele ressaltou a importância da reforma tributária e das ferramentas oferecidas por entidades como o Senai e o Sebrae para auxiliar as empresas, mesmo as de menor porte, a melhorar seus negócios.
Fonte: Agência Brasil
Recentemente, uma pesquisa realizada pela Universidade de Cambridge revelou um dado alarmante: mais de 80% dos jovens britânicos estão tendo problemas para dormir devido ao uso excessivo de dispositivos eletrônicos, como smartphones e tablets.
Segundo o estudo, a exposição à luz azul emitida por esses aparelhos pode interferir no ciclo natural do sono, prejudicando a qualidade e a duração do descanso noturno. Além disso, o uso de redes sociais e jogos eletrônicos antes de dormir pode causar ansiedade e agitação, dificultando ainda mais o processo de adormecimento.
Os especialistas alertam que a falta de sono adequado na adolescência pode ter sérias consequências para a saúde física e mental dos jovens, como queda de rendimento escolar, irritabilidade, problemas de concentração e até mesmo o desenvolvimento de distúrbios como a insônia crônica.
Diante desse cenário preocupante, os pesquisadores recomendam que os pais monitorem o tempo de uso de dispositivos eletrônicos pelos filhos e estabeleçam regras claras sobre o uso dessas tecnologias, especialmente antes de dormir. Além disso, é importante incentivar hábitos saudáveis, como a prática de atividades físicas e a leitura de livros, que podem contribuir para uma melhor qualidade de sono.
Outro ponto levantado pela pesquisa é a importância de criar um ambiente propício para o sono, com um quarto escuro, silencioso e confortável. Evitar o consumo de cafeína e alimentos pesados antes de dormir também pode contribuir para uma noite de sono mais tranquila e reparadora.
É fundamental que a sociedade como um todo esteja atenta aos impactos do uso excessivo de tecnologia na saúde dos jovens, buscando alternativas para promover um equilíbrio saudável entre a vida digital e a vida real. A conscientização e a educação sobre os riscos do uso indiscriminado de dispositivos eletrônicos são essenciais para garantir o bem-estar e o desenvolvimento saudável das gerações futuras.
Em um mundo cada vez mais conectado, é importante lembrar que o descanso adequado é fundamental para a saúde e o bem-estar de todos, especialmente dos jovens em fase de crescimento e desenvolvimento. Portanto, é essencial que medidas sejam tomadas para reduzir os impactos negativos do uso excessivo de tecnologia e garantir que a qualidade do sono não seja comprometida.
A pesquisa da Universidade de Cambridge serve como um alerta para a sociedade sobre os perigos do uso indiscriminado de dispositivos eletrônicos, especialmente entre os jovens. É necessário repensar nossos hábitos e buscar um equilíbrio saudável entre a tecnologia e o descanso, priorizando sempre a saúde e o bem-estar de todos.
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