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Programas de Moradia em Canoas: Aluguel Social e Moradia Provisória

Em Canoas, no Rio Grande do Sul, a situação das famílias afetadas pelas enchentes tem sido um desafio constante. Alguns moradores, como Almerinda, optaram pelo aluguel social de R$ 1 mil por mês, enquanto outros, como Josebete da Silva, estão prestes a se mudar para moradias provisórias no bairro Estância Velha.

Almerinda relatou que visitou a moradia provisória, mas a considerou pouco segura, preferindo então o aluguel social. No entanto, ela enfrenta o desafio de não possuir móveis para o novo imóvel alugado, questionando: “Eu vou morar na casa sem nada?”. Em busca de doações de eletrodomésticos, ela aguarda a possibilidade de sair do abrigo apenas quando tiver seus móveis.

Josebete da Silva, por sua vez, está se preparando para viver em um contêiner de concreto de 27 metros quadrados com sua esposa e duas filhas. Ele vê essa alternativa como uma melhoria em relação ao aluguel que pagava anteriormente e espera ser contemplado futuramente em um programa de habitação para uma moradia definitiva.

Plano de Construção de Moradias Temporárias e Definitivas

A Prefeitura de Canoas informou que, em parceria com o governo do estado, está construindo 58 casas temporárias no bairro Estância Velha, com previsão de conclusão até 15 de maio. Cada unidade terá um custo de R$ 133 mil, incluindo mobílias e eletrodomésticos. Além disso, o programa Aluguel Social atualmente beneficia 1.249 famílias na região.

“O valor para a instalação dos módulos é de R$ 133 mil por unidade, incluindo as mobílias e eletrodomésticos. São 58 módulos transportáveis e estão localizados no bairro Estância Velha. Ainda há, no governo municipal, o programa Aluguel Social ativo, atualmente contemplando 1.249 famílias, sendo que 77 contratos são de benefícios do CHA”.

Além das moradias temporárias, a administração municipal destaca a construção de 400 unidades habitacionais nos bairros Niterói e Fátima, financiadas pela Caixa Econômica Federal, com previsão de conclusão em até 18 meses. Das 3 mil unidades autorizadas pelo Ministério das Cidades para Canoas, 1,5 mil serão destinadas exclusivamente às famílias afetadas pelas enchentes.

Outro programa em parceria com o governo federal prevê a reconstrução de até 210 casas, no valor unitário de R$ 150 mil, totalizando R$ 31 milhões, por meio do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social. Após as enchentes, foram solicitadas 18.633 vistorias, das quais 11.862 foram consideradas habitáveis e 5.502 classificadas como inabitáveis, com 1.269 solicitações pendentes.

Fonte: Agência Brasil

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