Lupi afirma dificuldade em calcular descontos irregulares.


Operação Sem Desconto: Mais de Seis Milhões de Aposentados e Pensionistas Afetados

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, revelou nesta terça-feira (29) que pelo menos seis milhões de aposentados e pensionistas tiveram mensalidades associativas descontadas de seus benefícios previdenciários ao longo dos anos. O ministro fez essa declaração durante a reunião da Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados.

A Incógnita dos Descontos Não Autorizados

Carlos Lupi destacou que ainda não se sabe quantas dessas pessoas foram alvo do esquema de descontos associativos não autorizados, que levou a Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) a deflagrar a Operação Sem Desconto na semana anterior.

O ministro ressaltou que o processo de identificação dos descontos fraudulentos será complexo e demorado, pois requer uma verificação minuciosa caso a caso. Lupi também expressou sua oposição ao desconto direto das mensalidades associativas dos benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), defendendo que as entidades e associações devem cobrar taxas por meios convencionais, como boletos ou PIX.

Restituição em Pauta

Carlos Lupi afirmou que o governo federal está avaliando formas de restituir aos aposentados e pensionistas os valores ilegalmente recebidos pelas entidades, com a autorização do INSS. Ele ressaltou que os responsáveis por prejudicar os beneficiários e os cofres públicos serão devidamente responsabilizados, com os bens das associações envolvidas bloqueados para ajudar a cobrir as dívidas.

Entretanto, o ministro destacou que, das 41 organizações autorizadas a realizar a cobrança das mensalidades associativas diretamente dos benefícios previdenciários, algumas atuam de maneira correta.

Contribuição Associativa e Aumento dos Descontos

A mensalidade associativa é uma contribuição que aposentados e pensionistas pagam para se filiarem a uma entidade que represente seus interesses. Essa prática é permitida desde 1991, com base em acordos de cooperação técnica assinados entre o INSS e as entidades responsáveis pelo desconto das mensalidades.

Segundo a PF e a CGU, a Operação Sem Desconto foi motivada pelo aumento significativo no número de autorizações para descontos de mensalidades associativas nos benefícios previdenciários. Os valores descontados cresceram ao longo dos anos, chegando a R$ 2,8 bilhões no ano passado.

As reclamações sobre os descontos também aumentaram, levando o INSS a receber mais de 1,163 milhão de pedidos de cancelamento de cobranças em um curto período. Muitos beneficiários alegaram que não autorizaram os descontos ou que seus representantes legais não deram permissão para tais cobranças.

Desdobramentos e Comprometimento com a Investigação

A CGU e o INSS divulgaram resultados de auditorias realizadas desde 2023, evidenciando problemas relacionados às cobranças irregulares. A Operação Sem Desconto resultou na exoneração do presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, e no afastamento de outros dirigentes da autarquia e de um policial federal.

Carlos Lupi enfatizou que a Previdência Social tem sido alvo de fraudes por muitos anos, mas nunca houve uma ação tão abrangente quanto a atual operação. Ele assegurou que, com a atuação da Polícia Federal e da CGU, os responsáveis serão levados à justiça e toda a rede criminosa por trás desses atos será desmantelada.

Fonte: Agência Brasil

Um novo estudo revelou informações preocupantes sobre a saúde mental dos jovens durante a pandemia de Covid-19. A pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo (USP), apontou um aumento significativo nos índices de ansiedade e depressão entre os adolescentes.

De acordo com os dados coletados, 8 em cada 10 jovens relataram sentir-se mais ansiosos do que antes da pandemia. Além disso, mais da metade dos participantes afirmaram ter sintomas de depressão, como tristeza constante e falta de interesse em atividades do dia a dia.

Os resultados do estudo também mostraram que a falta de interação social e a mudança na rotina escolar foram fatores determinantes para o agravamento dos problemas de saúde mental dos jovens. O isolamento social imposto pela pandemia contribuiu para o aumento da ansiedade e da sensação de solidão entre os adolescentes.

Segundo os pesquisadores responsáveis pelo estudo, é fundamental que as autoridades e a sociedade como um todo estejam atentas a essa situação e ofereçam suporte adequado aos jovens que estão enfrentando dificuldades emocionais. A saúde mental dos adolescentes deve ser prioridade, especialmente em tempos de crise como a que estamos vivendo.

Além disso, a pesquisa apontou a importância de promover ações de prevenção e cuidado com a saúde mental desde a infância, para que os jovens possam desenvolver habilidades de enfrentamento e resiliência diante de situações adversas. Investir em programas de educação emocional nas escolas e disponibilizar atendimento psicológico acessível são medidas essenciais para garantir o bem-estar dos adolescentes.

Diante desse cenário preocupante, é fundamental que a sociedade como um todo se mobilize para oferecer apoio e acolhimento aos jovens que estão enfrentando problemas de saúde mental. A pandemia trouxe à tona questões que precisam ser tratadas com urgência, e a saúde emocional dos adolescentes não pode ser negligenciada.

É preciso que as autoridades e a comunidade em geral se unam para garantir que os jovens tenham acesso a recursos e suporte adequados para lidar com os desafios emocionais que estão enfrentando. Somente assim será possível proteger a saúde mental dessa geração e garantir um futuro mais saudável e equilibrado para todos.

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