
Sentença da 8ª Vara de Fazenda Pública de SP declara inconstitucionalidade do Decreto 62.144 de 2023
Na última quarta-feira (26), a 8ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo emitiu uma sentença declarando a inconstitucionalidade do Decreto 62.144 de 2023. Esse decreto suspendia temporariamente o uso de motocicletas para transporte individual remunerado de passageiros por aplicativos na cidade de São Paulo. A decisão, de primeira instância, foi proferida pelo juiz Josué Vilela Pimentel.
No seu posicionamento, o juiz destacou que não cabe à prefeitura a construção de uma política de mobilidade urbana, mas sim a sua regulamentação. Ele ressaltou que o diploma normativo não autorizou os municípios a proibirem uma atividade econômica lícita e permitida por lei federal, que está em conformidade com a legislação constitucional.
Além disso, a sentença apontou que a prefeitura não possui competência para desenvolver uma política de mobilidade urbana adequada à realidade municipal, mesmo em um contexto de ampla regulamentação visando a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território dos municípios.
Decisões em instâncias superiores e posicionamento das empresas
Apesar da decisão da 8ª Vara de Fazenda Pública, o serviço de transporte remunerado em motos por aplicativos ainda não foi retomado na capital paulista. A 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo emitiu uma decisão em segunda instância considerando válido o decreto da prefeitura.
Em resposta à sentença, a empresa 99, autora da ação, enfatizou a importância do serviço de Moto App para a mobilidade urbana e geração de renda na cidade. O diretor de Comunicação da 99, Bruno Rossini, reforçou o compromisso da empresa em lutar pelo direito de escolha dos paulistanos e dos motociclistas, colaborando para uma regulamentação que priorize a segurança e mobilidade para todos.
Decisão favorável à Uber e posicionamento da empresa
No dia seguinte, a Uber obteve uma liminar que impede a prefeitura de proibir o serviço de transporte individual privado de passageiros por meio de motocicletas, conhecido como Uber Moto, com base no Decreto municipal 62.144 de 2023. A decisão foi proferida pelo mesmo juiz Josué Vilela Pimentel.
Em comunicado, a Uber afirmou que a liminar reforçou a legalidade do Uber Moto na cidade e destacou que a suspensão temporária do serviço impactou usuários e motociclistas, que perderam uma opção de deslocamento acessível e fonte de renda. A empresa defendeu a necessidade de desenvolver uma regulamentação que traga mais organização e amplie as opções de transporte urbano em São Paulo.
A prefeitura de São Paulo informou que recorrerá das decisões relativas às ações da 99 e da Uber nos próximos dias. A Procuradoria-Geral do Município ressaltou que a sentença não implica no retorno imediato do serviço, devido a outra decisão judicial que suspende as atividades.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, mencionou a possibilidade de regulamentar o transporte individual em moto por aplicativo, desde que haja um controle adequado para reduzir o número de mortes decorrentes de acidentes envolvendo esse tipo de veículo na cidade.
“Se houver o mínimo de controle, de razoabilidade, não tem problema nenhum de autorizar e de regulamentar. A questão hoje é só isso. Está aumentando o número de óbitos [em acidentes envolvendo motos em São Paulo]. Nós estamos com um índice muito alto, muito elevado. São índices que são monitorados mundialmente, e é altíssimo o índice de óbitos no trânsito na cidade de São Paulo. Não é possível a gente criar uma atividade que vai fazer com que esse índice, ao invés de reduzir, seja aumentado”, destacou o prefeito.
Fonte: Agência Brasil
Desmatamento na Amazônia: um problema ambiental de proporções alarmantes
O desmatamento na Amazônia é um dos problemas ambientais mais graves enfrentados pelo Brasil e pelo mundo. Com uma extensão de mais de 5,5 milhões de quilômetros quadrados, a Amazônia é a maior floresta tropical do planeta, abrigando uma biodiversidade única e desempenhando um papel crucial na regulação do clima global.
No entanto, nos últimos anos, a Amazônia tem sido alvo de intensa atividade de desmatamento, impulsionada principalmente pela expansão da agricultura e pecuária, bem como pela exploração ilegal de madeira. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a taxa de desmatamento na Amazônia aumentou 9,5% entre agosto de 2020 e julho de 2021, atingindo a marca de 13.235 km² de floresta destruída.
Os impactos do desmatamento na Amazônia são devastadores. Além da perda de biodiversidade e destruição de ecossistemas, o desmatamento contribui significativamente para as mudanças climáticas, liberando grandes quantidades de carbono na atmosfera e aumentando o efeito estufa. Além disso, a destruição da floresta amazônica pode ter sérias consequências para as populações indígenas que dependem dela para sua subsistência e cultura.
Diante desse cenário alarmante, o governo brasileiro tem sido pressionado por organizações ambientais e pela comunidade internacional a adotar medidas mais eficazes para combater o desmatamento na Amazônia. No entanto, as políticas ambientais do governo têm sido alvo de críticas, com especial destaque para o enfraquecimento dos órgãos de fiscalização e a flexibilização das leis ambientais.
Além disso, a aprovação de projetos de infraestrutura, como a construção de estradas e hidrelétricas, também tem contribuído para o avanço do desmatamento na região. Um exemplo disso é a polêmica construção da BR-319, uma rodovia que cortaria a floresta amazônica e abriria novas áreas para exploração agrícola e pecuária.
Diante desse cenário preocupante, a sociedade civil tem se mobilizado para pressionar o governo a adotar medidas mais eficazes de proteção da Amazônia. Manifestações, petições online e campanhas nas redes sociais têm sido organizadas para chamar a atenção para a importância da preservação da floresta e para exigir ações concretas para combater o desmatamento.
Além disso, iniciativas de conservação e manejo sustentável da floresta têm sido implementadas por organizações não governamentais e comunidades locais, visando promover o uso sustentável dos recursos naturais e a geração de renda para as populações que vivem na região.
É fundamental que o Brasil e a comunidade internacional atuem de forma coordenada e eficaz para enfrentar o desafio do desmatamento na Amazônia. A preservação da maior floresta tropical do mundo é essencial para a manutenção da biodiversidade, regulação do clima e bem-estar das comunidades que dependem dela.
Ao adotar políticas ambientais mais rigorosas, fortalecer a fiscalização e combater a impunidade dos responsáveis pelo desmatamento, o Brasil pode contribuir significativamente para a proteção da Amazônia e para a promoção do desenvolvimento sustentável na região.
Em última análise, o desmatamento na Amazônia é um problema que diz respeito a todos nós, pois afeta não apenas o Brasil, mas todo o planeta. É urgente que a sociedade se mobilize e exija ações concretas dos governantes para proteger esse patrimônio natural tão importante para a vida na Terra.
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