Operação investiga deputado Thiago Rangel, RJ

Polícia Federal cumpre mandados na Operação Postos de Midas

Agentes da Polícia Federal cumpriram nesta segunda-feira (14) mandados de busca e apreensão da Operação Postos de Midas para apurar a prática dos crimes de organização criminosa, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de capitais entre outros. O alvo principal da ação é o deputado estadual do Rio de Janeiro Thiago Rangel (PMN).

Ações concentradas em Campos dos Goytacazes

As ações se concentraram principalmente no município de Campos dos Goytacazes, reduto eleitoral do parlamentar. De acordo com a PF, foram apreendidos R$ 160 mil em dinheiro, um veículo de luxo blindado, avaliado em R$ 350 mil, além de celulares, computadores, mídias de armazenamento e diversos documentos. A ação teve a participação da Receita Federal e do Ministério Público Estadual (MPRJ).

Participação de mais de 60 policiais federais

Participaram da operação, mais de 60 policiais federais, servidores da Receita Federal e integrantes do Ministério Público, com a finalidade de cumprir 14 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e em quatro prédios públicos em Campos dos Goytacazes, e também na Região dos Lagos, na região metropolitana e na capital fluminense. As diligências ocorreram na Diretoria de Aquisições da Câmara de Vereadores de Campos dos Goytacazes, na prefeitura de Campos, na Empresa Municipal de Habitação (EMHAB) e na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Esquema criminoso de lavagem de dinheiro

De acordo com as investigações, os crimes ocorreram em 2021 e envolvem um esquema de lavagem de dinheiro operado através de postos de gasolina. O grupo fraudava procedimentos licitatórios para desviar recursos públicos. O inquérito policial instaurado revelou um esquema criminoso de contratações diretas de empresas ligadas ao deputado estadual Thiago Rangel, resultando em sobrepreço e no desvio de recursos públicos.

Defesa e reação

A defesa do deputado Thiago Rangel negou qualquer envolvimento do parlamentar com o esquema, manifestando confiança de que o Poder Judiciário esclarecerá a verdade em relação aos fatos. A Assembleia Legislativa do Rio afirmou que vai aguardar a decisão da Justiça sobre as investigações e tomará providências cabíveis com base no Regimento Interno da Casa.

Crescimento patrimonial de Thiago Rangel

O nome da Operação, Postos de Midas, faz referência ao crescimento exponencial do patrimônio de Thiago Rangel. O deputado declarou um patrimônio de R$ 224 mil em 2012 e, em 2022, declarou R$ 1,9 milhão, contando com uma vasta rede de 18 postos de combustíveis e 12 empresas identificadas na investigação.

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