Venezuela: Opositor foragido justifica ausências em depoimentos

Ex-candidato à presidência da Venezuela divulga carta ao Ministério Público

Edmundo González Urrutia, ex-candidato à presidência da Venezuela, revela carta enviada ao Ministério Público justificando sua ausência nos depoimentos na sede do órgão, em Caracas. O político enfrenta mandado de prisão.

Justificativa do ex-candidato

O candidato afirma que não é responsável pelo site na internet que publicou as supostas atas da oposição indicando sua vitória contra Nicolás Maduro, negando a autoria da digitalização, resguardo e publicação dos documentos.

A Plataforma Unitária Democrática (PUD), que apoiou Edmundo na eleição, explicou que não era sua responsabilidade a ação. Autoridades venezuelanas afirmam que mais de nove mil atas publicadas são falsas.

Tarek William critica posicionamento de Edmundo

O Procurador-Geral da Venezuela, Tarek William, considera contraditória a postura do ex-candidato, que reconhece a autoridade do MP, mas se recusa a se submeter ao sistema de Justiça. William reforça a importância de que Edmundo se apresente ao MP.

Como o ex-candidato não respondeu às citações para depor sobre a investigação do site da oposição, um pedido de prisão foi emitido por risco de fuga. O mandado de prisão foi criticado pelos EUA e gerou preocupação no Brasil e na Colômbia.

Líder da oposição assume responsabilidade

Em rede social, María Corina Machado, líder da oposição, declara ser responsável pela digitalização das atas. Ela afirmou que Edmundo é o presidente eleito e criticou o Ministério Público venezuelano, classificando-o como ilegítimo.

Corina aponta que os militares e policiais têm dever constitucional a cumprir e defende a vitória de Edmundo. Ela indicou o ex-candidato para concorrer à presidência após ser impedida por irregularidades em suas prestações de contas como deputada federal.

Argumentos de Edmundo na carta

Na carta divulgada, Edmundo defende que a publicação das atas não usurpa a competência do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela. Ele alega que comparecer ao MP aumentaria a tensão social e política no país.

O candidato ressalta que diversas autoridades do governo o condenaram sem fundamentos e alerta para o risco de judicialização da política. O Procurador-Geral, Tarek Saasb, justifica a investigação contra os responsáveis pela página que questionou o resultado eleitoral.

Já segue o macuxi nas redes sociais? Acompanhe todas as notícias em nosso Instagram, Twitter, Facebook, Telegram e também no Tiktok