Maduro não divulga resultados completos 72h após eleição

Regime chavista segue sem divulgar resultados completos após mais de 72 horas do pleito

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela, mais de 72 horas após proclamar Nicolás Maduro como vencedor da eleição presidencial, segue sem divulgar os resultados completos e as atas eleitorais. A demora tem gerado desconfiança e acusações de tentativa de fraude por parte do regime.

Maduro culpa “batalha cibernética” por atraso na divulgação

O regime venezuelano alega que uma “batalha cibernética nunca antes vista” está impedindo a divulgação dos resultados completos. Até o momento, apenas números arredondados foram anunciados, gerando desconfiança da comunidade internacional e da oposição, que afirmam ter provas de que Maduro não foi o vencedor do pleito.

Brasil assume embaixadas de países expulsos pelo regime de Maduro

Após a expulsão de diplomatas de países vizinhos pela Venezuela, o Brasil assumiu temporariamente as embaixadas da Argentina e do Peru em Caracas. Além disso, o Brasil também ficará responsável pela proteção de opositores que buscaram abrigo nas representações dos países expulsos. A medida foi adotada em meio às tensões diplomáticas e ao atraso na divulgação dos resultados eleitorais.

Protestos, repressão e mortes no país

Os resultados da eleição presidencial desencadearam uma onda de protestos por toda a Venezuela. A polícia do regime tem reprimido violentamente os manifestantes, resultando em pelo menos 11 mortes segundo o grupo de direitos humanos venezuelano Foro Penal. A situação de tensão tem sido agravada pelas acusações mútuas entre o governo e a oposição.

Reação internacional e denúncias de manipulação

Ao redor do mundo, países têm se posicionado de forma divergente em relação aos resultados eleitorais na Venezuela. Enquanto alguns governos, como China, Rússia e Cuba, felicitaram Maduro, outros, como Chile, Argentina, EUA e União Europeia, expressaram preocupação com possíveis fraudes. Organizações como a OEA e o Centro Carter também denunciaram irregularidades no processo eleitoral.

Diante do impasse, a pressão internacional sobre Maduro tem aumentado, com sugestões de sanções e até mesmo pedidos de prisão feitos por autoridades como o secretário-geral da OEA, Luis Almagro.

Eleições marcadas por arbitrariedades e acordo inicial

Desde a negociação do pleito entre a oposição e o regime em 2023, a eleição presidencial na Venezuela tem sido marcada por arbitrariedades, prisões e ameaças. O acordo inicial previa eleições livres e justas em 2024, mas o descumprimento de cláusulas por parte do regime gerou tensões e desconfiança em relação ao processo eleitoral atual.

A espera pela divulgação dos resultados completos continua e a incerteza política na Venezuela persiste, enquanto a comunidade internacional aguarda desdobramentos e ações concretas diante da situação no país.

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