Willian Lima conquista medalha de prata para o Brasil no judô olímpico

Brasil conquista primeira medalha nas Olimpíadas de Paris no judô

A primeira medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris veio no judô, modalidade que mais trouxe pódios para o País na história. O vice-campeão olímpico é Willian Lima, que não estava na lista de favoritos antes do início do evento na capital francesa, mas superou fortes adversários para chegar à decisão. O paulista, de Mogi das Cruzes, perdeu a final para o atual campeão olímpico, o japonês Hifumi Abe, na Arena do Campo de Marte, neste domingo, e ficou com a prata.

Percurso até a medalha

Para chegar à decisão, Lima superou fortes concorrentes vindos da Ásia Central. Na estreia, passou pelo usbeque Sardor Nurillaev. Na fase seguinte, deixou para trás Serdar Rahimov, do Turcomenistão com um ippon. Baskhuu Yondonperenlei, da Mongólia, foi o adversário da terceira etapa.

A medalha foi garantida na luta com o casaque Gusman Kyrgyzbayev pelas semifinais. O brasileiro foi muito melhor em toda a luta e só perdeu força quando precisou de atendimento por uma tentativa malsucedida de golpe do adversário. A luta foi para o golden score, quando Lima encaixou um ippon e garantiu a ida à final.

Conquista inédita para Willian Lima

Lima tinha a medalha de bronze como uma constante em sua trajetória profissional. Ficou no terceiro lugar do pódio repetidas vezes em Grand Slams, agora conquista uma medalha de cor diferente no maior e mais importante evento competitivo de sua carreira.

Brasileiro enfrentou fenômeno dos tatames na final

O estilo de luta do japonês guarda algumas semelhanças com o do brasileiro. Ambos são mais combativos do que seus adversários e tentam a todo momento encaixar golpes. Além de campeão olímpico, em Tóquio, Abe é tetracampeão mundial e acumula títulos de Grand Slams desde 2014. É um verdadeiro fenômeno dos tatames.

Apoio da torcida na Arena do Campo de Marte

Na Arena do Campo de Marte, as maiores torcidas eram pelos franceses – donos da casa – e japoneses. Mas nas lutas dos brasileiros, sempre havia incentivo com gritos, apesar de menos frequentes, pelos nomes dos judocas do País.

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