Três crianças e jovens morrem afogados por dia no Brasil

Presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria alerta sobre a importância da supervisão para prevenir afogamentos

De acordo com o presidente do Departamento Científico de Prevenção e Enfrentamento às Causas Externas na Infância e Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Luci Pfeiffer, as crianças não aprendem com os erros e, por isso, necessitam de supervisão constante de um adulto. Esse alerta vem em coincidência com o Dia Mundial de Prevenção do Afogamento, comemorado nesta quinta-feira (25).

Levantamento aponta número alarmante de mortes por afogamento no Brasil

Um levantamento realizado pela SBP revelou que, em média, três crianças e adolescentes perdem a vida diariamente no Brasil devido a afogamentos, um tipo de acidente considerado completamente evitável. Entre os anos de 2021 e 2022, mais de 2,5 mil crianças foram vítimas desse tipo de ocorrência, sendo as crianças de um a quatro anos de idade as principais afetadas, com 943 mortes registradas. Adolescentes de 15 a 19 anos também figuram entre as principais vítimas, com 860 óbitos.

Falta de proteção e cuidado é apontada como principal causa de afogamentos

A falta de proteção nos ambientes frequentados pelas crianças é apontada como uma das principais causas de afogamentos, segundo Luci Pfeiffer. Ela ressalta que a supervisão dos adultos é fundamental, assim como a adaptação do ambiente para garantir a segurança dos menores. As mortes por afogamento são resultado de imprudência, tanto dos pais quanto dos filhos.

Medidas de segurança são essenciais na prevenção de afogamentos

A SBP recomenda a utilização de coletes salva-vidas certificados como a única forma comprovada internacionalmente de prevenção de afogamentos. Boias de braço e brinquedos flutuantes devem ser evitados. Além disso, é indicado manter as crianças à distância de um braço dentro d’água do adulto responsável, garantindo sempre a supervisão constante. Brinquedos que permitam que a criança fique sentada fora da água também são apontados como perigosos e devem ser evitados.

Registros de óbitos por afogamento e medidas preventivas

De acordo com os registros analisados pela SBP, o estado de São Paulo apresentou o maior número de mortes por afogamento, seguido pela Bahia, Pará, Minas Gerais, Amazonas e Paraná. A maioria das ocorrências envolveu meninos, totalizando 76% dos registros. A pediatra Luci Pfeiffer ressaltou a importância de ações preventivas, como a proibição da livre entrada de crianças em ambientes perigosos e a instalação de bloqueios para impedir o acesso.

Dicas de prevenção e segurança ao redor da água

A pediatra recomendou evitar que as crianças acessem áreas com água sem supervisão, instalando barreiras físicas, como portões, para impedir o acesso. Além disso, é fundamental manter a atenção constante dos adultos, principalmente em locais com piscinas, evitando distrações como celulares. Mais informações sobre prevenção de acidentes em geral podem ser encontradas no site da SBP.

Já segue o macuxi nas redes sociais? Acompanhe todas as notícias em nosso Instagram, Twitter, Facebook, Telegram e também no Tiktok