
Ministro do STF atribui protagonismo da Corte à falta de consenso político
O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma análise sobre o recente protagonismo da mais alta instância do poder Judiciário em discussões comportamentais e sociais, como o julgamento que descriminalizou o porte de maconha. Para Gilmar, essa atuação se deve à “falta de consenso básico no meio político”. Durante o 12º Fórum de Lisboa, o ministro ressaltou que o STF não escolhe julgar questões polêmicas, mas é provocado pelo povo.
Críticas de Lula e avaliações de ministros do STF
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi enfático em suas críticas ao STF pela decisão de descriminalizar o porte de 40 gramas de maconha para uso pessoal, afirmando que a Suprema Corte não deveria se envolver em tudo. Gilmar Mendes destacou que as críticas de Lula foram uma autocrítica do sistema político, que permite a constante provocação ao Supremo.
O ministro Luiz Fux se queixou da decisão da maioria dos magistrados em relação à maconha, argumentando que juízes não expressam a vontade do povo, que cabe ao Legislativo definir questões morais e científicas, como a descriminalização. Fux ressaltou que o STF não deve ter a palavra final nesses casos, cabendo ao Congresso essa responsabilidade.
Debates e críticas no Fórum de Lisboa
No Fórum de Lisboa, a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, classificou a fala de Fux como um alerta em relação às discussões judiciais de temas polêmicos. Participaram do debate a senadora Eliziane Gama, o deputado Marcos Pereira, o ex-procurador-geral da República Augusto Aras e o ministro do STJ Humberto Martins. A necessidade de evitar temas polêmicos que possam criar rivalidade entre os poderes foi ressaltada.
Repercussões políticas e jurídicas
O presidente da Câmara, Arthur Lira, determinou a instalação de uma comissão para analisar a PEC que busca criminalizar o porte de drogas, em resposta à decisão do STF. Enquanto isso, o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, defendeu a competência do tribunal para debater a descriminalização da maconha, afirmando que é uma questão pertinente ao Poder Judiciário. O debate entre os poderes segue em andamento.
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